Após quase oito horas de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), trabalhadores e representantes dos Correios encerraram a rodada de negociação sem chegar a um acordo.
Apesar do longo período de discussões, a direção dos Correios manteve a proposta anteriormente apresentada e já rejeitada pela categoria, não apresentando avanços suficientes para destravar as negociações.
Diante do impasse, uma nova audiência de conciliação foi marcada para o dia 3 de setembro. Até lá, a orientação do movimento sindical é intensificar a mobilização e fortalecer a organização dos trabalhadores em todo o país.
CORREIOS MANTÊM PROPOSTA REJEITADA PELA CATEGORIA
A manutenção da proposta já rejeitada demonstra que a direção dos Correios ainda não apresentou uma resposta capaz de atender às reivindicações dos trabalhadores.
A categoria tem deixado claro que não aceitará retrocessos e que a negociação precisa resultar em avanços concretos para quem está diariamente nas agências, centros de tratamento, unidades operacionais e demais setores da empresa, garantindo que os serviços postais continuem funcionando.
Enquanto os trabalhadores enfrentam sobrecarga, falta de efetivo, dificuldades nas condições de trabalho e impactos sobre seus direitos e salários, a empresa insiste em uma proposta que não atende às expectativas da categoria.
Por isso, o resultado da audiência reforça a necessidade de ampliar a pressão e a mobilização.
NOVA CONCILIAÇÃO SERÁ REALIZADA NO DIA 3 DE SETEMBRO
Com o encerramento da audiência sem acordo, uma nova tentativa de conciliação foi agendada para 3 de setembro.
O SINTECT-TO considera importante a continuidade do processo de negociação, mas ressalta que qualquer avanço depende de uma postura efetivamente aberta ao diálogo por parte da direção dos Correios.
A nova audiência será acompanhada com atenção pelo movimento sindical. Ao mesmo tempo, a categoria precisa permanecer mobilizada e preparada para os próximos passos.
A negociação só terá resultado positivo se houver uma proposta que reconheça o papel dos trabalhadores e contemple, de forma concreta, as reivindicações apresentadas pela categoria.
MOBILIZAÇÃO É FUNDAMENTAL NESTE MOMENTO
Diante da falta de avanços, cresce a necessidade de fortalecer a mobilização pela greve.
É importante deixar claro: a greve não é o desejo dos trabalhadores. Ela é um instrumento legítimo de luta utilizado quando as negociações não produzem respostas satisfatórias.
Se a direção dos Correios insiste em manter uma proposta que já foi rejeitada, a resposta precisa vir da organização dos próprios trabalhadores.
Por isso, o SINTECT-TO orienta a categoria a permanecer atenta aos chamados do sindicato, participar das assembleias e fortalecer a mobilização nos locais de trabalho.
A força da categoria está na união.
Quanto maior a participação dos trabalhadores, maior será a capacidade de pressionar a empresa e exigir uma negociação que respeite quem faz os Correios funcionar todos os dias.
NENHUM DIREITO VEIO SEM LUTA
A história dos trabalhadores dos Correios é marcada por conquistas construídas por meio da organização e da luta coletiva.
Direitos não foram concedidos espontaneamente. Foram conquistados com mobilização, participação e unidade.
É justamente por isso que, diante do atual cenário, não podemos permitir que a categoria seja dividida ou desmobilizada.
O momento exige organização e disposição para lutar. Cada trabalhador e cada trabalhadora precisam compreender que a participação individual fortalece a luta coletiva.
Um trabalhador sozinho pode ser ouvido. Uma categoria unida é capaz de transformar a negociação.
SINTECT-TO NA LUTA
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado do Tocantins (SINTECT-TO) continuará acompanhando de perto as negociações e atuando na defesa dos interesses da categoria.
O sindicato reforça o chamado para que os trabalhadores permaneçam mobilizados e acompanhem os próximos encaminhamentos da campanha.
A audiência do dia 3 de setembro será mais um momento importante para a negociação, mas a força para conquistar avanços continuará vindo da mobilização da categoria.
Não vamos aceitar retrocessos.
Não vamos abrir mão dos nossos direitos.
Não vamos deixar que decidam o nosso futuro sem a nossa participação.
É hora de fortalecer a unidade, ampliar a mobilização e mostrar à direção dos Correios que os trabalhadores estão organizados e dispostos a lutar por uma proposta justa e digna.
